A cada ano que passa mais detesto o "passar o ano". Não pelo tempo transcorrido, que dele não tenho medo e nem grandes arrependimentos. Gosto da sensação de que o tempo passa, em geral, é um consolo. Detesto esses dias, 31 e 1º de janeiro. Já há muitos anos não comemoro. Não vou a festas, jantares, shows, encontros etc. Fico em casa, sozinha. Tomei essa decisão muito cedo, por volta dos 20 anos, num révellion desastroso quando ainda morava na Itália. Não vem ao caso o que houve. Determinei-me que não mais comemoraria. No passar destes 30 anos, abri exceções das quais me arrependi de todas - talvez estivesse predisposta, mas enfim, arrependi-me, isso é fato.
Tive um ano ótimo, quase me dava pena largá-lo, quase estenderia mais uns meses. Mas, afinal, que diferença faz o dia da troca de ano? O que muda a não ser o número e a quantidade de cheques errados que faremos? Esse patético da coisa é que me impede de gostar da data. Bem sei que nada se apaga e nem muda ao piscar dos olhos. Sabemos todos. No entanto, a humanidade para e, vira o ano, com promessas, com festas, com mandingas, com superstições as mais variadas. Não há como participar disso.
Neste ano, por uma infeliz coincidência, foi ainda pior. E ainda abrimos uma nova década.
P.S. Mas adoro fogos de artifício.
Tive um ano ótimo, quase me dava pena largá-lo, quase estenderia mais uns meses. Mas, afinal, que diferença faz o dia da troca de ano? O que muda a não ser o número e a quantidade de cheques errados que faremos? Esse patético da coisa é que me impede de gostar da data. Bem sei que nada se apaga e nem muda ao piscar dos olhos. Sabemos todos. No entanto, a humanidade para e, vira o ano, com promessas, com festas, com mandingas, com superstições as mais variadas. Não há como participar disso.
Neste ano, por uma infeliz coincidência, foi ainda pior. E ainda abrimos uma nova década.
P.S. Mas adoro fogos de artifício.
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