Prazeres de uns, desprazeres de outros. Chove muito, estou de folga e: 1. Às 7h50 toca meu celular - o sogro de meu filho quer o telefone do decorador. Nem vou perguntar por que àquela hora.. enfim.
2. Vou fazer café e o acendedor automático morre.
3. Ligo o computador e o speedy não funciona.
4. Ligo para a Telefônica (empresa da pior qualidade, diga-se de passagem: serviço ruim, atendimento pior ainda). Como sempre a ligação está péssima, o mocinho do ouro lado, fora o sra., me trata como uma débil mental, me faz desligar o roteador, leva 24 minutos para conseguir fazer a droga funcionar - mas não devo reclamar, afinal podia ser pior. E, óbvio, quando, depois, tento conectar o roteador, dá pau. Certo! sem wireless, paciência.
5. Mal começo a me concentrar para as dezenas de missões do dia, ainda me esforçando para não pensar em como vou fazer para resolver o problema do roteador - porque é um inferno ter de reconfigurá-lo, toca o interfone. Só consigo pensar, deus ajude que não seja o zelador, seu Auto (isso mesmo) para avisar que o elevador não está funcionando. Notem, moro há mais de 15 anos nesse prédio; meu apartamento fica no 2º andar, só uso elevador para compras; nesse 15 anos, ele sempre me viu descendo de escada e subindo de escada, enfim, daria para depreender que o funcionamento (ou não) do elevador não me interessa, mas atendo o interfone e....'bom dia, dona Cuca, estou ligando para avisar que o elevador está quebrado"... Não é possível! Controlo-me, sei que estou à beira de um ataque de nervos.
Consolo-me: ele, o seu Auto, tem prazer em interfonar. Prazeres de uns, desprazeres de outros. E o dia apenas começou.
