quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Coisas que irritam

Adorei o post da Clarissa do "Cinco besteiras que me irritam" e quero dar a minha contribuição.

Sobre falarem comigo antes do café, concordo em gênero, número e grau. Idem para gente que acorda de bom humor. Me irrita tanto que chego a achar que é de propósito. Barra de cereal é a definição perfeita. Sobre filas, confesso que me recuso, nem para assistir o show dos meus sonhos.
Acrescento:
1. Não suporto gente que quando vc está nervosa e irritada (com razão!) fala, "Nossa, calma! Não precisa ficar desse jeito." Ora, se não precisasse por que estaria? Por acaso gosto de estressar. É ÓBVIO que preferia estar calma, e se não estou é porque não dá para estar calma, então não irrite mais ainda. "Calma" ou "Baixa a bola" (nem vou comentar o ralé da frase) só contribui pra irritar mais ainda.
2. Pessoas que não se despedem ao telefone. Terminam a conversa, desligam e vc fica com a maior cara de tacho.
3. Pessoas que mal te conhecem e ficam pegando em vc. Nossa, isso me deixa louca. É aquela coisa invadir a aura. Por mim, andava com uma luminoso: "Mantenha distância de, no mínimo 30 cm. Respeite minha aura".
4. Gente que tem certeza que entende como vc se sente e insisti em garantir "métodos perfeitos, testados por elas mesma" vão resolver o a situação.
5. Essa coisa idiota de TODOS os serviços, assistências técnicas, entregas acharem que é razoável dizer que o atendimento ocorrerá no horário comercial, das 8h às 18h. Como eles fazem quando precisam? Faltam no trabalho e passam o dia em casa aguardando? Se sim, quero um emprego assim.
6. Finalmente, me enche gente saudável. Não come porcaria, olha os rótulos de tudo para garantir que não tenha gordura "trans" (sabe deus, que raio é isso!), faz academia, não fuma e passa o tempo todo "provando" o quanto isso fez da vida uma coisa melhor.

Mas é como digo, a irritação em um dom.

sábado, 8 de agosto de 2009

Formigas


Odeio formigas. Simplesmente detesto todas elas e as pequenas mais ainda. Morei num apartamento que certamente fora co-alugado para as malditas formigas. Matá-las virou uma obsessão. Experimentei TODAS as fórmulas divulgadas: sprays - dos específicos para formigas até os mata-tudo; técnicas caseiras - de tapar com uma colinha de farinha e água a entrada dos formigueiros a fazer um rastro de detergente no caminho por elas percorrido. Confesso que, embora inútil, esse último me divertia - ficava observando elas se perderem da "tropa" e irem "desmaiando" rapidinho. De fato, odeio formigas. Não consigo imaginar nada tão perverso que pudesse me dar tanto gosto como vê-las morrer.

Nada disso funciona. Para os interessados, há um produto muito do mixureba (Formicel), que consiste numa seringa com uma coisa bem melada que a gente coloca em qualquer ponto do caminho das malditinhas e elas se reúnem em volta, comem, comem, comem, e saem correndo para avisar suas "amiguinhas". É tiro e queda: não resta uma para contar a história. Tormnei-me uma especialista em matança de formigas.
Minha primeira "pesquisa" escolar, daquelas que íamos às enciclopédias, mais precisamente à Delta Júnior e à Barsa, foi Formigas. Adorei!!!! Fiz meu pai trazer para mim dos EUA um "formigário", que consistia em um aquário fininho que a gente colocava terra, formigas, as alimentava, e ficávamos assistindo sua vida dentro do formigueiro. E mais, pesquisar foi uma descoberta tão fantástica para mim como ler e escrever. Coisas mágicas que no primeiro momento que surgiram já senti que aquilo mudaria o meu mundo.

Depois dos 3 anos de luta contra as formigas e, finalmente tê-las derrotado, passei mais 6 meses naquele apartamento e, me mudei. Comigo não vieram, menos mal. Mas, sempre que encontro com formigas, esmago-as. É como um ritual para que elas não voltem mais. Como se houvesse alguma comunicação possível entre as formigas do universo e matando todas as que eu encontrasse, uma ou outra sobrevivente contasse que sou perigosa, que evitem-me ao máximo, que sobreviver a mim é praticamente impossível. A informação correria o mundo das formigas e, pelo menos na minha casa, elas não entrariam mais.

O fato é que hoje cedo tropecei, na escada do estacionamento do escritório (adoro chamar redação de escritório!), com uma fila de microformigas determinadas. Olhei, já percebi à distância, era só dar um bom pisão sem nem ter de desviar e não fiz. Pensei que tinha que abandonar essas manias, "pensamento mágico é infantilidade" e, num ataque de bondade, achei que era melhor não ficar matando só porque sim.

Encontrei uma formiga no açucareiro. Devia ter esmigalhado aquelas de hoje cedo. Amanhã elas não me escapam.